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Atividade industrial chinesa contraiu em maio

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Atividade industrial chinesa contraiu em maio

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A atividade industrial chinesa contraiu em maio, o que não acontecia há sete meses. Os economistas esperaram uma queda, mas não que o índice de gestores de compras do banco HSBC ficasse abaixo dos 50 pontos, que separa o crescimento da contração.

O índice recuou para 49,6 pontos, contra os 50,4 de abril. A queda é vista como um sinal de que a segunda maior economia do mundo está a perder velocidade neste segundo trimestre.

Trata-se de um desafio para a nova liderança chinesa, como destaca o analista do JP Morgan, Adrian Mowat: “A China é um desafio em termos demográficos. Assistimos uma escassez de trabalho industrial para empresas como Foxconn e Honhai, que são um dos maiores empregadores do mundo, com mais de um milhão de funcionários. Agora têm de sair da China para baixar os custos.”

Segundo os dados do HSBC, as encomendas recuaram para níveis de setembro, prova de que o consumo interno não compensa a fraca procura externa, a começar pela Europa e os Estados Unidos.

Para os analistas será difícil que a economia chinesa atinja este ano a meta de crescimento de 7,5% fixada por Pequim, abrindo o debate sobre a implementação de mais estímulos à economia.