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Depois do Bangladesh, quem não assina o acordo de segurança?

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Depois do Bangladesh, quem não assina o acordo de segurança?

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Quem é o culpado pelas mortes no colapso de uma fábrica no Bangladesh? O que vão as marcas ocidentais fazer, agora que surgiu um acordo sobre as condições de segurança? Foi o que perguntamos a Philip Jennings, secretário-geral da UNI Global Union, uma plataforma global que reúne cerca de 900 sindicatos, representando 15 milhões de trabalhadores no mundo inteiro.

Jennings salienta que foi estabelecido “um acordo entre a UNI Global Union e outra plataforma sindical, a IndustriALL, que define parcerias nos setores da manufatura, dos serviços e do comércio. É um acordo que diz respeito às condições de segurança nas fábricas do Bangladesh. E há uma diferença: é um acordo legalmente vinculativo. Conseguimos a assinatura de mais de 40 marcas globais, de retalho.”

No entanto, ressalva o secretário-geral, há ausências de monta: “a mais notória é a dos Estados Unidos. Temos connosco a Abercrombie & Fitch, a Calvin Klein, a Tommy Hilfiger, muitas marcas globais, mas sobretudo dos países da União Europeia, o que não deixa de ser uma coisa positiva. No entanto, a maior rede retalhista do mundo é a Walmart. (…) Recusaram o acordo, disseram-nos que iam tomar as suas próprias medidas, que iam ser eles a avaliar a situação. São eles que pretendem determinar o que lhes convém neste processo. A GAP também. A GAP gosta de se apresentar como uma marca contemporânea, responsável. Não sabemos o que se passa com eles, mas também não quiseram assinar. Sugeriram um acordo paralelo, só para eles, e nós recusámos.”