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Divergências no eixo franco-alemão prejudicam integração da UE

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Divergências no eixo franco-alemão prejudicam integração da UE

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A chanceler alemã, cristã-democrata, e o presidente francês, socialista, marcaram presença, esta quinta-feira, em Leipzig, na celebração dos 150 anos do partido social democrata alemão, atualmente na oposição.

O protocolo e a responsabilidade política obrigam Angela Merkel e François Hollande a trabalharem de perto para tirar a zona euro da crise, mas os chamados motores da União Europeia estão cada vez mais de costas voltadas.

O presidente da França insiste nas medidas de incentivo ao crescimento e à criação de emprego, usando dinheiro público para combater a recessão. Mas a chanceler alemã continua a segurar a cartilha da austeridade, apesar de conceder mais tempo para que o ajuste não cause tanto sofrimento social.

Quando se reúnem em cimeiras, como a do combate à evasão fiscal, Hollande e Merkel tentam arregimentar apoios. Os dois políticos evidenciam ums crescente hostilização entre os chamados países do norte e os do sul, que coloca em causa uma maior integração europeia. A próxima prova de fogo será a cimeira do Verão, no final de junho, dedicada ao emprego, crescimento económico e união bancária.

Para aprofundar o tema, o correspondente da euronews em Bruxelas, Rudolph Herbert, entrevistou Jan Techau, diretor da filial europeia do Carnegie, organização para a promoção da paz.

“As profundas divergências económicas entre a França e a Alemanha são muito mais antigas do que a crise. Há também um choque entre duas culturas e esse choque tem estado sempre presente na relação política. Por causa da crise, o confronto agravou-se: os alemães são bastante liberais, defendem o livre comércio, a contenção salarial e um um papel muito pouco interventivo para o Estado. Já a França dá uma grande importância ao papel do Estado. O empreendedorismo, a livre iniciativa, as PME são coisas menos importantes do ponto de vista francês”, explicou o analista.

(veja a entrevista na íntegra em vídeo)