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Islândia vira as costas à UE

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Islândia vira as costas à UE

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O novo governo islandês suspendeu por tempo indeterminado as negociações de adesão do país à União Europeia.

Os dois partidos de centro-direita que venceram as eleições anunciaram esta quarta-feira ter chegado a acordo para formar governo e suspenderam as negociações adesão à União Europeia até à realização de um referendo sobre o assunto.

O novo primeiro-ministro, Sigmundur Gunnlaugsson afirmou que “ainda não foi decidido o momento exato em que o referendo terá lugar”. O governo quer fazer com o Parlamento um ponto de situação sobre as negociações de adesão, bem como sobre o “momento que a União Europeia atravessa e que mudou significativamente desde que a Islândia fez o pedido de adesão”.

Em julho de 2009, a Islândia fez o pedido oficial de adesão à União Europeia ainda na ressaca do colapso do sistema financeiro da ilha. As negociações de adesão começaram em julho de 2010 e foram interrompidas este ano para a realização de eleições. As sondagens indicam que o “não” à União Europeia venceria confortavelmente um referendo.

O centro-direita, que governava a Islândia quando se deu a bancarrota, está de regresso ao poder após cinco anos de austeridade.