Última hora

Última hora

Verdes alemães: Um passado que incomoda

Em leitura:

Verdes alemães: Um passado que incomoda

Tamanho do texto Aa Aa

Na Alemanha, os Verdes querem exorcizar um passado ambíguo no que diz respeito às opiniões sobre a pedofilia. O partido pediu um relatório independente, para esclarecer certas questões delicadas antes das eleições deste outono.

Quando o partido foi fundado, no início dos anos 80, eram comuns as posições ambíguas. Houve até uma proposta para legalizar a pedofilia.

Também o militante franco-alemão Daniel Cohn-Bendit, hoje deputado europeu, causou escândalo com o livro “O Grande Bazar”, publicado em 1975. Numa passagem do livro, ainda hoje muito falada, Cohn Bendit fala do tempo em que trabalhou em infantários na Alemanha e conta como as crianças lhe costumavam abrir a braguilha. Disse depois que escreveu isso apenas como provocação.

“Foi um erro. Lamentamos profundamente que, no passado, tenha havido esses debates e essas propostas. É isso que dizemos hoje, é a conclusão que tiramos e foi por isso que pedimos a um analista político independente para investigar isto em detalhe”, diz Steffi Lemke, dirigente do partido.

Franz Walter, poliólogo da Universidade de Göttingen, vai fazer uma investigação e elaborar um relatório para se perceber durante quanto tempo e até que ponto terão os verdes defendido teses ambíguas sobre a pedofilia.