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Centro-esquerda na frente da corrida à Câmara de Roma

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Centro-esquerda na frente da corrida à Câmara de Roma

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Em Itália, os eleitores manifestaram um divórcio cada vez mais claro com a política. A participação nas eleições autárquicas caiu cerca de 15 pontos, a nível nacional. Em Roma, o boletim de voto tinha um metro e quarenta centímetros para poder conter o nome de todos os candidatos, mas apesar da variedade, a abstenção subiu cerca de 20%. As projeções apontam para uma segunda volta entre os candidatos do centro-esquerda e do centro-direita.

Ignacio Marino, do Partido Democrático, foi o mais votado, obtendo cerca de 40% dos sufrágios. Já o presidente em exercício, Gianni Alemano, do centro-direita, recolhe à volta de 30% dos votos, segundo as projeções. Sem uma maioria, está em perspetiva uma segunda volta em Roma, agendada para 9 e 10 de junho. Fora da eleição decisiva para a capital ficará Marcelo de Vito, o candidato do movimento 5 estrelas obterá perto de 13% dos votos.

Nos últimos dois dias, 7 milhões de pessoas foram chamadas a eleger os presidentes de 564 autarquias. O resultado do escrutínio pode ter repercussões no frágil governo de coligação dirigido por Enrico Letta, do Partido Democrático.