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Dirigentes italianos julgados por negociações com a máfia


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Dirigentes italianos julgados por negociações com a máfia

Arrancou esta segunda-feira, na Sicília, um julgamento histórico para a Itália. Até o presidente da República, Giorgio Napolitano, será ouvido como testemunha num caso em que funcionários do governo vão ser julgados por cumplicidade com a máfia nos anos 90.

Dez pessoas estão no banco dos réus, incluindo o antigo ministro do Interior, Nicola Mancino, o filho de um ex-autarca de Palermo, Massimo Ciancimino, e o antigo padrinho da “Cosa Nostra” Toto Riina. A acusação sustenta que vários responsáveis do executivo terão negociado com a máfia para pôr fim aos ataques nos anos 90.

O antigo ministro Nicola Mancino declarou: “Os que cometeram actos de violência contra o Estado são outras pessoas, que se podem defender e ser absolvidos, não sou eu. O vosso interesse concentra-se na fotografia de Nicola Mancino, acusado de falso testemunho, que é uma coisa menor mas grave.”

O julgamento é aguardado com grande expectativa, mas a primeira audiência foi adiada para sexta-feira. A acusação alega que os contactos com a máfia se estreitaram depois dos atentados à bomba que mataram os juízes antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, em 1992. Um acordo terá sido feito para obter o fim dos ataques em troca de melhorias das condições de detenção de cerca de 300 membros da máfia e reduções de pena.

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