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Entrega de armas aos rebeldes da Síria divide UE

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Entrega de armas aos rebeldes da Síria divide UE

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Os chefes da diplomacia da União Europeia tentam ultrapassar, esta segunda-feira, em Bruxelas, as divergências sobre um levantamento parcial do embargo de armas à Síria, em benefício dos rebeldes.

Há três grupos com posições distintas e a Áustria lidera a dos países que se recusam a armar a oposição síria.

“Considero que a União Europeia tem que manter a linha de neutralidade. Temos divergências sobre entregar armas aos movimentos envolvidos. Somos uma comunidade de paz e gostaria que permanecêssemos uma comunidade de paz”, disse Michael Spindelegger.

Já o Reino Unido advoga dar mais meios aos rebeldes para derrubarem o regime de Bashir Al-Assad e tem o apoio da França. Mas há novos elementos no conflito, como realça o ministro belga.

“A presença no terreno do movimento libanês Hezzbollah coloca novos problemas, não só na Síria, mas também noutros países da região. Devemos analisar a questão, separando o grupo político, que é membro de uma coligação governamental, e o seu braço armado com elementos terroristas enviados para o terreno”, referiu Didier Reynders.

Portugal inclui-se no terceiro grupo, liderado pela Alemanha, que pretende levar as partes à mesa de negociação, numa conferência internacional, em Genebra, marcada para em Junho.

“Estamos entre os que querem construir uma ponte. Se queremos ter influência na Síria e ajudar a que sigam na direção certa, enquanto europeus temos de nos mostrar unidos”, defendeu Guido Westerwelle.

Os ministros dos negócios estrangeiros têm de chegar a acordo unânime quando faltam poucos dias para expirar o último pacote de sanções, a 31 de maio.