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Cannes entra no gangue "Zulu"

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Cannes entra no gangue "Zulu"

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“Zulu” estreou no Festival de Cannes na semana passada e oferece um retrato ultra violento da cultura dos gangues na África do Sul, onde os traços do regime do apartheid ainda permanecem.

Jerome Salle, realizador: “Percebi que talvez fosse bastante mais fácil para mim como estrangeiro falar sobre a África do Sul moderna, porque estava do lado de fora. Não tinha passado. Então, estava muito confortável para falar com as pessoas negras, com as pessoas brancas, pessoas de cor, sou francês. Quer dizer, não me sinto culpado quando falo com um rapaz negro. É mais fácil para mim.”

Forest Whitaker, o ator pricipal, mergulhou nos bairros encontrando-se com elementos do gangue Zulu, numa tentativa de compreender as forças que dominam este mundo: “Este é o tipo de mundo que existe, creio que este filme está a tentar lidar com isso. Então eu não quero argumentar ou dizer que é bom ser pessimista, porque acho que há muitas coisas que podem acontecer, mas certamente tentar manter esta panela de pressão e descobrir como deixar a tensão sair é muito importante.”

Embora alguns tenham criticado a representação gráfica da violência no filme. O objetivo primário de “Zulu” é pintar um retrato terrível e cínico da nação, onde a autoridade é corrupta e a justiça pelas próprias mãos rainha.