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Desemprego juvenil: Uma geração em risco

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Desemprego juvenil: Uma geração em risco

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“A luta pelo futuro da Europa passa pela luta contra o desemprego juvenil”: as palavras são do ministro alemão das Finanças e a situação não deixa margem para dúvidas.

Na União Europeia, há 5,7 milhões de jovens com menos de 25 anos que não têm trabalho. A estes juntam-se os que não estudam e não estão em formação. Para a Organização Mundial do Trabalho é uma geração em risco.

Se na Alemanha e Áustria o desemprego juvenil é inferior a 8%, já na Grécia, em fevereiro, era de 64,2%. Em Espanha, em março, rondava os 56%. Em Portugal e Itália superava os 38%, quando a média da zona euro é de 24%, o corresponde a 3,6 milhões de jovens.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego juvenil é de 16,2%.

Mas a questão do desemprego esconde outra realidade. Entre os jovens europeus que trabalham, há mais de 40% que estão em situação precária.

Segundo a Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, Eurofound, entre subsídios de desemprego e as perdas com receitas fiscais, o desemprego juvenil custa todos os anos 1,2% do PIB dos Vinte e Sete, ou seja, 153 mil milhões de euros. Uma fatura bem mais elevada do que a do investimento previsto para fazer face ao problema.