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Fim do embargo aos rebeldes sírios divide países da UE

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Fim do embargo aos rebeldes sírios divide países da UE

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A União Europeia vai levantar o embargo à venda de armas aos rebeldes sírios depois dos ministros dos Negócios Estrangeiros, reunidos em Bruxelas, não terem conseguido chegar a um consenso para renovar a sanção.

O fim do embargo, previsto para o início de junho mas adiado para Agosto, abre a possibilidade, defendida por França e Reino Unido de fornecer armas aos opositores ao regime de Damasco. Mas vários países, como a Áustria ou mesmo Itália estão contra o envio de armas para o conflito.

O responsável diplomático da Roménia, Titus Corlatean, justifica a posição: “a Roménia não está interessada em transferir armas para a Síria. Nós estamos do lado dos estados que consideram que é preciso concentrarmo-nos numa solução política, através da diplomacia, para encorajar as negociações e para encontrar a melhor solução”.

A diplomacia russa considerou hoje que o fim do embargo põe em causa o processo de paz na Síria, depois do ministro Serguei Lavrov ter-se reunido ontem com o secretário de estado norte-americano, John Kerry, para preparar a próxima ronda de discussões entre governo e oposição em Genebra, no próximo mês.

Para o conselho nacional sírio, que agrupa a oposição política, o fim do embargo é uma boa notícia. “É um gesto positivo mas temos medo que o adiamento do levantamento do embargo até Agosto possa ter efeitos negativos nos esforços para pôr fim aos assassínios e agressões”, afirma Louay Safi.

Os 27 estão no entanto de acordo para renovar as sanções contra o regime de Bashar Al-Assad, nomeadamente ao nível da venda de armas. A Rússia, principal fornecedora de armamento de Damasco, defendeu hoje a entrega de mísseis terra ar S-300 ao exército sírio como um “fator de estabilidade no conflito”, segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Ryabkov.