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Novas suspeitas do uso de armas químicas por parte do regime de Assad

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Novas suspeitas do uso de armas químicas por parte do regime de Assad

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Próximo da fronteira síria com o Líbano, intensificam-se os combates em torno da estratégica cidade de Qusair, no meio de novos relatos sobre a utilização de armas químicas no conflito.

A oposição afirma que a cidade está sob ataque das forças fiéis a Bashar al-Assad, apoiadas por combatentes libaneses do Hezbollah.

O controlo de Qusair é fundamental para o desenlace do conflito. A cidade serve aos rebeldes de ponto de passagem para armas e outros fornecimentos que chegam do Líbano. A recaptura da cidade, na província de Homs, deixaria muitos bastiões rebeldes isolados e daria uma posição negocial mais forte a Bashar al-Assad nas conversações de paz do próximo mês, patrocinadas pela Rússia e pelos Estados Unidos.

O recurso a armas químicas também está a ser investigado pela França. As autoridades vão analisar amostras trazidas do terreno por dois jornalistas do jornal Le Monde.

Noutra reportagem, a televisão francesa apresenta o testemunho de um homem que diz ter sentido dificuldades respiratórias, que “os pulmões iam explodir”, e que terá ficado momentaneamente “cego” após um ataque em Saraqeb, próximo de Idlib. Segundo os médicos, os sintomas apresentados pelas vítimas deste ataque são consistentes com o recurso “a agentes nervosos como o gás Sarin”. Os rebeldes também não hesitam em mostrar para as câmaras, pequenos reservatórios que poderiam ter contido armas químicas.