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UE alerta para aumento das drogas que escapam às leis

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UE alerta para aumento das drogas que escapam às leis

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A canábis continua a ser a droga mais consumida na Europa, usada de forma quotidiana por cerca de três milhões de pessoas. O relatório anual do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência publicado esta terça-feira em Lisboa revela uma descida no consumo da cocaína e heroína, mas frisa que o uso de drogas ilícitas mantém-se “historicamente elevado”.

Pelo menos 85 milhões de europeus adultos já consumiram, nalgum momento da sua vida, algum tipo de droga ilegal.

O mercado das drogas está “em plena mutação” e é “mais fluido e dinâmico”. O relatório frisa particularmente a evolução “muito rápida” das novas substâncias psicoativas que imitam os estupefacientes tradicionais, muitas vezes vendidas como “euforizantes legais”.

O desconhecimento das composições químicas exatas, vazios legais e a internet facilitam este comércio e o seu consumo, associado a mais de quarenta mortes na Europa.

O especialista Laurent Laniel explica que “nas grandes cidades europeias, o leque [de novas drogas sintéticas] que se oferece aos consumidores é agora muito maior, sobretudo no que diz respeito a drogas estimulantes, que podem dar lugar a usos problemáticos e a um consumo pesado, prejudicial para a saúde e para a situação social e familiar, como acontece com os utilizadores de heroína”.

A instituição europeia alerta ainda para o potencial impacto negativo das políticas de austeridade nos programas nacionais de prevenção e tratamento da dependência.

Tiago Marques, euronews: “As tendências do tráfico e do consumo de drogas podem ser analisadas em variadíssimos contextos. Mas há uma questão que está sempre presente: trata-se da Saúde Pública. Os peritos são unânimes: no atual contexto económico, um dos principais fatores de risco para o insucesso das políticas nacionais de prevenção e tratamento são os cortes no financiamento dos serviços de saúde e de inserção social na Europa.”