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União Africana acusa TPI de "caça racial" aos líderes africanos


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União Africana acusa TPI de "caça racial" aos líderes africanos

A União Africana desautoriza o Tribunal Penal Internacional, ao exigir o fim do processo contra o presidente e vice-presidente quenianos, acusados de crimes contra a humanidade.

Os líderes da organização, reunidos em Adis Abeba, aprovaram uma moção que pede a transferência do caso contra Uhuru Kenyatta para os tribunais quenianos, a duas semanas do início do processo em Haia.

O presidente da União Africana, Hailemariam Desalegn, criticou o que chama de ‘justiça enviesada’: “a intenção do TPI era de lutar contra a impunidade e a má governação, mas o processo degenerou numa forma de caça racial”.

As críticas ao TPI ocorrem num momento em que os sete processos em curso no tribunal são todos contra líderes africanos. Desde a sua criação, que mais de 30 líderes do continente foram indiciados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, entre os quais vários chefes ou ex-chefes de estado como Laurent Gbagbo da Costa de Marfim ou o presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir.

Mas na base das críticas da organização está o caso do Quénia, uma vez que o país aprovou uma reforma judicial em 2010. Uma decisão considerada insuficiente pelo TPI que decidiu abrir o processo contra o presidente Keniatta, pela morte de mais de 1200 pessoas durante a violenta campanha para as presidenciais em 2008.

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