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Antigo PM bósnio-croata condenado a 25 anos de prisão

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Antigo PM bósnio-croata condenado a 25 anos de prisão

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O antigo primeiro-ministro dos croatas da Bósnia, Jadranko Prlić, foi condenado a 25 anos de prisão pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, em Haia.

Prlić é acusado de ter organizado uma limpeza étnica, de forma a criar uma “grande Croácia”. Ele e os cinco outros antigos responsáveis que foram julgados terão sido responsáveis por mortes, violações e deportações forçadas de muçulmanos bósnios, de forma a criar uma zona só com croatas, a República Croata da Bósnia, dissolvida depois dos acordos de paz de 1995. Os crimes aconteceram durante as guerras da Croácia e da Bósnia, de 1991 a 1994.

“Que seja comprovada a culpa é algo que nos dá satisfação e que deve ser conhecido, também para limpar a honra dos croatas e dos católicos honestos, esses não perpetraram os crimes. Os perpetradores têm um nome e isso, certamente, é uma grande satisfação para as vítimas, sobretudo hoje”, diz Saja Corcić, sobrevivente de um campo de concentração.

O governo croata da Bósnia fez tudo para impedir a passagem da ajuda humanitária, uma operação que teve como ponto mais forte a destruição da ponte de Mostar, em novembro de 1993. Uma ponte do século XVI, que foi há poucos anos inteiramente reconstruída.