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Amina: do "seio" da polémica à barra dos tribunais na Tunísia

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Amina: do "seio" da polémica à barra dos tribunais na Tunísia

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A justiça tunisina começou a julgar hoje a ativista do grupo “Femen” detida há duas semanas. Amina compareceu, esta manhã, no tribunal de Sefsari onde reconheceu ter transportado uma lata de gás de auto-defesa, uma das duas acusações contra ela.

Outras três ativistas do movimento tinham sido detidas ontem durante um protesto, frente ao palácio da justiça de Tunis, para pedir a libertação de Amina. As duas francesas e uma alemã incorrem numa pena de seis meses de prisão por atentado ao pudor.

O julgamento de Amina é visto como mais um teste ao regime islamita moderado, num momento em que as organizações feministas exigem a inscrição da igualdade entre sexos na Constituição do país.

Amina incorre numa pena de até dois anos de prisão por posse de uma lata de gás de auto-defesa e profanação de local sagrado, depois de ter pintado a palavra “Femen” na parede de um cemitério em meados de maio.

A ativista tinha chocado os meios religiosos, em março, depois de ter publicado uma fotografia na internet, em topless, para apoiar o movimento feminista “Femen”.