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Conferência de Paz para a Síria ameaçada

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Conferência de Paz para a Síria ameaçada

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A conferência de Paz para a Síria parece condenada ao fracasso.

Numa entrevista a um canal de televisão ligado ao Hezbollah, Bashar al-Assad impôs uma condição para participar no encontro em Genebra promovido pela Rússia e os Estados Unidos: referendar uma, eventual, solução política para o conflito.

O chefe de Estado sírio admitiu, ainda, recandidatar-se às presidenciais em 2014 e deu indicações de ter recebido uma parte dos mísseis antiaéreos S300 ao abrigo de um contrato assinado com a Rússia.

O facto da União Europeia não ter renovado o embargo à venda de armas aos rebeldes favorece, segundo os analistas, a solução militar e não diplomática.

A oposição Síria já reagiu à condição imposta por Al-Assad para participar na Conferência em Genebra.

“Só pode ser uma piada. Na Síria não há liberdade nem segurança. É impossível viver no país, muito menos fazer um referendo num regime ditatorial e em tempos de guerra” afirma Ahmed Kamal da Coligação Nacional Síria.

A oposição que se encontra cada mais dividida recusa sentar-se à mesa das negociações enquanto o Irão e o Hezbollah continuarem envolvidos no conflito sírio e o chefe de Estado não abandonar o poder.