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Neymar quer defrontar Messi na final do Campeonato do Mundo


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Neymar quer defrontar Messi na final do Campeonato do Mundo

Neymar vai finalmente jogar na Europa. Depois de protagonizar a transferência mais sonante do verão, o ex-avançado do Santos pôs fim a uma guerra entre Barcelona e Real Madrid pela sua contratação. Escolheu os catalães porque quer jogar ao lado de Messi. O avançado de 21 anos vai ser apresentado dia 3 de junho em Camp Nou mas os adeptos vão ter de esperar até agosto para o verem em ação. Antes, Neymar tem a missão de levar o Brasil à vitória na Taça das Confederações, um ano antes do Campeonato do Mundo.

A euronews esteve em Santos para conhecer a cidade mais carismática do futebol brasileiro: a cidade que viu crescer Pelé e Neymar. O primeiro deu três títulos mundiais ao Brasil, será que o mais jovem também vai conseguir oferecer aos brasileiros o título mais desejado?

Para o povo brasileiro a resposta é unânime: sim! Para Romário, que levou o escrete canarinho ao título mundial em 1994, o atacante de 21 anos certamente irá ajudar o Brasil a estar à altura das expectativas, até porque acredita que os grandes jogadores se distinguem graças ao sucesso no Campeonato do Mundo.

A pressão está toda em cima do camisola onze da canarinha. Na cabeça dos companheiros de equipa e do treinador Luiz Felipe Scolari há só um titular garantido na seleção: Neymar. Em 2012, o avançado marcou por nove vezes em onze jogos mas desde que Scolari chegou ao comando, o avançado piorou o rendimento. Os brasileiros exigem que Neymar seja o herói do mundial mas o jogador pede paciência: “Vai chegar o momento certo da seleção, temos um novo treinador que está a criar um novo sistema para a equipa e as coisas já começam a encaixar.”

A nova estrela do Barcelona não tem medo de desiludir os compatriotas no Campeonato do Mundo mas deixa bem claro que só a vitória interessa e que sonha com uma final com a Argentina e o novo colega de equipa Lionel Messi.

Sem medo das exigências do futebol europeu

Com a transferência para a Cidade Condal cresce a expectativa para saber como Neymar se irá adaptar ao futebol europeu e à Liga dos Campeões. Sempre que enfrentou seleções europeias com a camisola do Brasil, o ex-jogador do Santos desiludiu os espetadores que não viram os seus habituais dribles nem jogadas geniais.

Para o futebolista, trata-se de uma falsa questão: “Quando jogo na Europa, faço sempre as mesmas coisas que faço pelo Santos e que nem sempre dão certo. Se assistirem a um jogo inteiro pelo Santos, das 15 vezes em que eu tento uma jogada de drible, dez vezes erro e só acerto cinco. As pessoas que me criticam não veem uma temporada inteira, assistem um jogo ou outro e depois criticam.”

Neymar vai mesmo mais longe, referindo que não encontra nenhuma diferença entre jogar no Brasil ou na Europa e que se conseguir mostrar a sua qualidade, o futebol é sempre o mesmo.

O crescimento económico e desportivo do Brasileirão

Há vários anos que os tubarões do futebol europeu tentavam seduzir o craque e só o crescimento da economia brasileira permitiu ao Santos manter Neymar por tanto tempo. Como resultado, no último ano o valor comercial do clube cresceu 70%. O Corinthians, principal clube do Brasil, também cresceu na ordem dos 34%.

O petróleo, a maior concorrência pelos direitos televisivos e novos investimentos de empresas privadas mudaram o rumo do futebol brasileiro, que hoje já não se limita a exportar e começa a ter capacidade para atrair jogadores com nome feito no Velho continente. As contratações de Clarence Seedorf (Botafogo), Fred (Fluminense), Alexandre Pato (Corinthians), Luís Fabiano (São Paulo) e Diego Forlán são exemplo disso mesmo.

Para Romário, a explicação é simples: “Algumas empresas privadas investiram no futebol por que estamos num período de Campeonato do Mundo. Tudo o que se refere a futebol e principalmente grandes jogadores da seleção brasileira é uma montra bem aproveitada pelas empresas para divulgarem o seu nome. Espero que isso continue eternamente, mas não vai ser assim.”

O rumo do futebol brasileiro pós-mundial é ainda uma incógnita, se o Brasileirão vai ou não atrair mais talentos europeus também. A única certeza é que Neymar, o maior talento brasileiro dos últimos anos, não resistiu à tentação de trocar o país do samba pelo futebol europeu.

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