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Países da baía do Nilo voltam a disputar as águas do rio

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Países da baía do Nilo voltam a disputar as águas do rio

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Agitam-se as águas no caudal do Nilo entre o Egito, o Sudão e a Etiópia.

Os três países iniciaram consultas para averiguar o possível impacto do projeto de barragem hidro-elétrica que a Etiópia pretende construir.

Adis Abeba quer desviar o curso do rio para dar lugar à barragem da Grande Renascença, capaz de produzir níveis de energia equivalentes aos de seis centrais nucleares.

Os egípcios inquietam-se. No Cairo há quem esteja disposto a lutar pela água.

“Se a barragem da Grande Renascença tiver impacto no caudal da água que recebemos do Nilo, que são 55 mil milhões de metros cúbicos por ano, consideramos que será a linha limite e que precisamos de lutar pela água, e estamos prontos a lutar pela água”.

O Nilo é o sangue de todo o Egito. Energia, transportes, turismo e particularmente a agricultura dependem do rio mítico. Os agricultores antecipam as consequências dramáticas da eventual escassez de água.
“Quando desviarem o caudal do rio, como vamos regar as plantações? Como é que as culturas vão crescer se mesmo sem a construção da barragem a água já chega aqui com muita dificuldade?”

O repórter da euronews no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim, constata já o clima de tensão:

“O inquetante conflito entre alguns dos cerca de dez países da bacia do Nilo inflama-se de novo, abrindo muitas possibilidades aos estados na defesa dos seus interesses vitais, particularmente ao Egito, que considera o rio a sua artéria da vida e, por isso, fonte de vitalidade e fragilidade ao mesmo tempo”.