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Revolta social na Turquia?

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Revolta social na Turquia?

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Há quem diga que este pode ser o início de uma primavera turca. Em comum com as revoltas no mundo árabe: o descontentamento com o poder político.

Milhares de pessoas voltaram à rua, este sábado, um dia depois de violentos confrontos entre manifestantes e a polícia que provocaram dezenas de feridos.

As ações de protesto contra o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento começaram no início da semana em Istambul. O projeto de urbanização que previa o abate de várias árvores no parque Gezi foi a gota de água. A manifestação começou por ser pacífica, mas depressa degenerou em confrontos.

Os manifestantes denunciam o uso excessivo de força.

“A polícia é violenta e recorre permanentemente a gás lacrimogéneo” afirma uma mulher.

“Queremos que deixem o parque em paz, mas como pode ver isto está a ficar cada vez maior. Exigimos o fim desta pressão sobre os manifestantes” refere um homem.

E o fim da pressão, dizem, passa pela demissão do primeiro-ministro.

Os protestos estendem-se a Ancara e à cidade costeira de Izmir, junto ao mar Egeu onde, à semelhança do que aconteceu em Istambul, os manifestantes foram dispersados com canhões de água e gás lacrimogéneo.

Na origem do descontentamento está aquilo a que muitos chamam de violação das liberdades individuais. É o caso de uma lei, recentemente, aprovada e que proíbe a venda de álcool entre as 22h00 e as 06h00. Uma medida com motivações religiosas, segundo a oposição.