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Parque Gezi serve de abrigo na expetativa de mais confrontos

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Parque Gezi serve de abrigo na expetativa de mais confrontos

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O parque, cuja defesa serviu de pretexto para a mobilização anti-Erdogan, é agora um ponto de descanso. Entre invólucros de gás lacrimógeneo, muitos manifestantes, sobretudo jovens, garantem que não arredam pé contra um governo que acusam de “autoritário” e de querer islamizar a Turquia, restringindo, por exemplo, o consumo de álcool e as manifestações públicas de afeto.

“Eles tornaram violenta uma manifestação pacífica. Quando nos apercebemos que havia confrontos em Besiktas, viemos do lado asiático. Demorámos cinco horas. Estamos aqui desde a madrugada. Não nos vamos render à polícia. O governo tem de cair”, dizia uma jovem no local. Um dos seus amigos contava que “eles avançam sem dó, nem piedade. A polícia ataca como se nos fosse matar. Não confiamos neles.”

A pretendida demolição do Parque Gezi e do Centro Cultural Ataturk, num contrato adjudicado a uma empresa de construção ligada ao governo, tornou-se no símbolo da contestação vinda dos mais diversos quadrantes políticos turcos.

O jornalista da euronews Bora Bayraktar relata que “a violência que tem dominado Istambul, nos últimos dias, tem períodos de acalmia, mas os protestos continuam. Aqui, no Parque Gezi, mantêm-se centenas de pessoas que se dizem preparadas para o caso de haver novos confrontos.”