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Veteranos e pacifistas pedem: "Libertem o soldado Manning!"

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Veteranos e pacifistas pedem: "Libertem o soldado Manning!"

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Herói para uns, traidor para outros, o jovem Manning de 25 anos pode passar o resto da vida atás das grades, mas não deixa ninguém indiferente desde a revelação do seu crime e detenção, há três anos…

Uma detenção que talvez tenha procurado porque a própria acusação reconhece que o soldado Manning é uma pessoa frágil, desequilibrada e à procura de notoriedade, precisamente o contrário do que afirma a defesa,
que descreve o antigo funcionário público do Pentágono como um jovem consciente dos seus actos e das consequência e que pretendia abrir o debate sobre as ações do exército norte-americano e a política externa do seu país.

Os 700 mil documentos dos serviços secretos, correio diplomático e vídeos de combates que Manning reenviou para organização Wikileaks foi a maior infiltração sofrida pelos Estados Unidos.

Entre os documentos enviados, o vídeo que deu a volta ao mundo: a 12 de julho de 2007, em Bagdad, um helicóptero Apache norte-americano abriu fogo sobre um grupo de supostos terroristas. 18 pessoas morreram; eram todos civis, nomeadamente dois jornalistas de Reuters.

Phillip Carter, centro para a nova segurança norte-americano:

“É difícil calcular o impacto que teve na política norte-americana mas, na minha opinião, deteriorou significativamente as nossas relações com os países dos quais os chamados cabos diplomáticos e telegramas foram revelados pela Wikileaks.”

O jovem nasceu numa pequena cidade perto de Oklahoma, foi um adolescente gozado por passar o tempo ao computador, não assumiu a homossexualidade, para poder entrar o exército – que só muito recentemente a admite nas suas fileiras.

Manning entrou para o exército com 19 anos. Foi enviado para o Iraque aos 21. Tudo indica que tenha tido uma experiência traumatizante que contribui largamente para o que fez depois.

Seja qual for o veredicto, Manning já se converteu num ícone da paz para todos os que se manifestam contra a presença do exército norte-americano no Afeganistão e em outros lugares do mundo, mas também para quem querem saber a verdade e estão convencidos de que o governo mente e oculta informação.