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Ativistas de ONG estrangeiras condenados a prisão no Egito

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Ativistas de ONG estrangeiras condenados a prisão no Egito

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A justiça egípcia condenou a penas de prisão, entre 1 e 5 anos, 43 ativistas de organizações não governamentais (ONG) estrangeiras, acusados de trabalho ilegal e de financiamento ilegítimo.

Na sua maioria, os ativistas condenados são, também eles, estrangeiros, sobretudo americanos, mas igualmente alemães, noruegueses ou sérvios, por exemplo.

O ministério público acusa as ONG – que trabalham, principalmente, na promoção da democracia – de se terem imiscuído na política local, como se depreende das palavras de Abdel Fattah Hamed, o procurador: “Estas organizações treinaram quadros, para as eleições, o que é proibido para as organizações da sociedade civil.”

O Cairo acusa as ONG de operarem ilegalmente e os Estados Unidos de desvio de fundos da ajuda ao Egito em prol destas organizações. Para Nasr Al Kholi, o advogado da defesa, não há dúvidas: “A decisão é política mas não irrevocável. Vamos recorrer. Há muitos desigualdades entre as diferentes sentenças e há elementos em falta, no processo.”

Vinte e sete dos arguídos, sobretudo estrangeiros, foram julgados por contumácia. O tribunal decidiu ainda encerrar as ONG em causa, entre elas o National Democratic Institut (americano) ou a Fundação Konrad Adenauer (alemã).

Como explica o correspondente da euronews, no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim, “aumentam as preocupações da comunidade internacional com o futuro das liberdades, no Egito, após esta sentença, que coincidiu com o início da reunião da ilegalizada câmara alta do parlamento, que discute o projeto de regulação da sociedade civil. Um passo visto por váris organizações como a consagração do domínio e da tutela da sociedade civil por parte da administração.”