Última hora

Última hora

Egito: ativista condenado à prisão por insultar o presidente

Em leitura:

Egito: ativista condenado à prisão por insultar o presidente

Tamanho do texto Aa Aa

A justiça egípcia volta a estar no “banco dos réus”, para os opositores ao presidente Mohamed Morsi. Um tribunal do Cairo condenou, na segunda-feira, um jovem ativista a seis meses de prisão por insultar o chefe de Estado.

Amed Douma, que vai recorrer da sentença, afirma que o facto de ter tratado Morsi de “criminoso e assassino escapado à polícia”, durante uma entrevista televisiva, tratou-se de, “uma crítica e não de um insulto”.

Trata-se da primeira vez que um opositor é condenado por um tribunal por estas acusações, desde a subida ao poder do presidente islamita moderado, criticado pela excessiva concentração de poderes.

A sentença volta a inflamar a revolta da oposição, depois de dezenas de ativistas terem protestado na sala de audiências contra a sentença do tribunal.

Ahmed Harara, um ativista afirma, “mesmo com um milhão de casos como este e de mártires, nós não nos vamos calar até conseguirmos derrubar o regime”.

Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos egípcias o número de processos por insulto ao presidente, desde o início do mandato de Morsi, é quatro vezes superior ao total de processos semelhantes durante os trinta anos de regime de Mubarak.