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Khamenei avisa candidatos presidenciais: não há "concessões aos inimigos"

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Khamenei avisa candidatos presidenciais: não há "concessões aos inimigos"

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O discurso era solene, por ocasião do 24º aniversário da morte do ayatollah Khomeini. E o momento foi aproveitado pelo Guia Supremo do Irão para dissipar dúvidas. Primeiro, que ninguém pense em fazer “concessões aos inimigos” – uma mensagem sobre o nuclear que se dirige aos candidatos às eleições presidenciais. Segundo, não há favoritos no escrutínio do dia 14 de junho, garantiu o ayatollah, em resposta aos que tomam Saïd Jalili, responsável justamente pela pasta do programa nuclear, como o preferido de Khamenei.

É a polémica questão energética que motiva os embargos ao Irão. Estados Unidos e União Europeia boicotam o petróleo, as transações bancárias e as operações financeiras envolvendo o rial iraniano. As condições de vida são, objetivamente, cada vez mais difíceis, como nos explica um programador informático que afirma ter tido sempre bons rendimentos, mas que se arrepende de não ter poupado o suficiente, “porque chegar ao fim do mês é agora uma preocupação.”

Num país onde a inflação ronda os 31%, as inquietações partem em todas as direções. Uma jovem declara-nos que “a preocupação é encontrar um emprego. Mesmo que tire um mestrado, não há garantia nenhuma de ter um trabalho. Não há certezas quanto ao futuro.”

Estima-se que anualmente, só no setor energético, o Irão esteja a perder qualquer coisa como 45 mil milhões de euros. As carências atingem várias áreas: escasseiam, por exemplo, medicamentos para certas formas de cancro e esclerose múltipla.