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ONU apurou "indícios suficientes" de armas químicas na Síria

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ONU apurou "indícios suficientes" de armas químicas na Síria

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Segundo o relatório das Nações Unidas divulgado esta terça-feira, há “indícios suficientes” para acreditar que estão a ser utilizadas armas químicas no conflito sírio. A comissão de investigação, liderada por Paulo Sérgio Pinheiro, afirma que recolheu depoimentos que apontam para uma utilização por ambas as partes em confronto, mas com mais destaque para as forças de Bashar al-Assad.

Segundo o diplomata brasileiro, “o governo tem um determinado número de armas químicas. O perigo reside não só no seu uso, mas também em quem as vai controlar se houver uma fratura na liderança. É possível que haja grupos armados anti-governamentais a recorrer a estas armas, que são compostas por agentes neurotóxicos. Não há, no entanto, provas concretas de que estes grupos tenham tido acesso a elas, nem que as tenham procurado.”

O relatório foi elaborado com base em mais de 400 entrevistas a refugiados, incidindo sobre o período entre janeiro e maio, durante o qual, sublinha-se, terão ocorrido 17 massacres. No entanto, são conclusões que continuam a ser vagas, pelo que a ONU solicitou ao regime sírio que deixe entrar no país um grupo de peritos que possa conduzir análises no terreno. Até agora, a resposta tem sido “não”.