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Said Jalili: O iraniano rígido de trato fácil

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Said Jalili: O iraniano rígido de trato fácil

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Said Jalili, discreto e de trato fácil, fez parte da revolução islâmica. Nasceu em 1965, é casado com uma médica e tem um filho. Jalili é um veterano da guerra contra o Iraque, entre 1980 e 1988. Integrou os Guardiões da Revolução, onde conheceu Mahmud Ahmadinejad.

Em 2005, Ahmadinejad nomeou Said Jalili como consultor, dando-lhe de seguida o lugar de Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros para a Europa e os Estados Unidos. Nestas presidenciais, Jalili não conseguiu o apoio de Ahmadinejad que preferiu apoiar Esfandiar Rahim Mashaei.

Said Jalili era quase desconhecido no cenário internacional até ser nomeado para liderar o Conselho de Segurança Nacional, em 2007, e por consequência, a delegação iraniana para as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Na mesa das negociações Jalili mostrou-se firme e rígido face à ideologia ocidental. Durante os seis anos de seu mandato, a ONU agravou, em três ocasiões, as sanções contra o Irão.

Jalili manteve-se firme nos propósitos e a rigidez é uma constante na sua diplomacia.

“Nós, como membro ativo do Tratado de Não Proliferação, estamos prontos a cooperar, como sempre, com a AIEA, de modo a que a Agência consiga acompanhar a atividade nuclear iraniana,” afirmou Jalili numa entrevista.

Esta firmeza e recusa em comprometer-se são bem vistas pelo Líder Supremo, o aiatola Ali Khamenei, a quem Jalili dedica uma fidelidade sem falhas.

Durante a campanha Jalili afirmou que “temos dito, várias vezes, que procuramos expandir o poder do Islão no mundo e diminuir a influência de potências arrogantes.”

Internamente, o principal desafio para o Irão é parar o aumento do desemprego e da inflação que, de acordo com dados oficiais, disparou para os 30 por cento. Para conseguir tirar o país da crise, Said Jalili propõe uma economia de resistência, reduzindo a dependência do Irão em relação ao petróleo.