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Turquia: Do milagre económico aos protestos


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Turquia: Do milagre económico aos protestos

A bolsa de Istambul foi a primeira a sentir o impacto dos protestos contra o governo turco. Apesar da subida de quase 5% esta terça-feira, o índice ainda não recuperou da queda do dia precedente, a maior numa década.

É o reflexo da quebra de confiança do mercado, semanas depois da agência de notação Moody’s ter colocado a Turquia na categoria de investimento.

Após a crise de 1999-2001 e apesar dos conflitos regionais, a economia turca tornou-se numa das mais dinâmicas. Mas a desaceleração foi abrupta. Dos 8,5% de crescimento registados em 2011 passou-se a 2,6% no ano passado. Para este ano, o FMI avança com 3,4%.

O setor da construção tem sido a face visível do milagre económico turco. A população contesta agora a falta de espaços verdes, enquanto os analistas apontam para o risco de uma bolha imobiliária.

Mas o “Calcanhar de Aquiles” da Turquia é o défice de 6% do PIB e as necessidades de financiamento do governo, na ordem dos 200 mil milhões de dólares anuais. E com os protestos, as taxas das obrigações turcas subiram de forma significativa e a lira sofreu uma forte desvalorização.

Outro ponto sensível da economia turca é, segundo a OCDE, a frágil confiança dos consumidores e empresas turcas. O consumo recuou no ano passado e a inflação continua a ser elevada.

A sofrer está já o importante setor turístico. Nos últimos dias, foram canceledas mais de 30% das reservas hoteleiras em Istambul e os responsáveis do setor dizem que o “mês de junho está perdido”.

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