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Ativistas turcos exigem ao governo demissão de responsáveis policiais

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Ativistas turcos exigem ao governo demissão de responsáveis policiais

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Depois de pedir desculpas pela intensa repressão das manifestações, o que não impediu que houvesse mais violência durante a noite, o número dois do governo turco, Bülent Arinç, recebeu a chamada Plataforma Solidariedade Taksim. Os ativistas trouxeram com eles reivindicações bem precisas: a demissão dos responsáveis policiais de Ancara, Istambul e outras cidades, a libertação de manifestantes e a marcha-atrás no projeto urbanístico para a Praça Taksim.

À saída, o porta-voz do movimento declarava que “a mentalidade do governo tornou-se evidente através da intervenção no Parque Gezi, apesar da vontade do povo turco. Aquilo a que estamos a assistir é à reação contra esta mentalidade por parte de mulheres, de homens, de jovens. Nós existimos, estamos aqui e temos exigências a fazer.”

A mobilização continua a convergir para o centro de Istambul. Há registo de, pelo menos, dois mortos e cerca de dois mil feridos na sequência do braço de ferro com as autoridades, que se transformou numa contestação generalizada ao governo de Recep Tayyip Erdogan, acusado de autoritarismo. Em Izmir, 29 pessoas foram detidas por alegado incitamento ao protesto através das redes sociais.