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Desculpas não desmobilizam protestos na Turquia

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Desculpas não desmobilizam protestos na Turquia

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Os manifestantes turcos não desmobilizam, mesmo depois do pedido de desculpas do vice-primeiro-ministro turco.

Os protestos pacíficos regressaram a Istambul e Ancara pela sexta-noite consecutiva, quando o sindicato dos trabalhadores da função pública turca decidiu juntar-se hoje à greve geral de 48 horas iniciada na terça-feira.

A polícia voltou a recorrer a canhões de água e gás lacrimogéneo para evitar que grupos de manifestantes se aproximassem dos escritórios do primeiro-ministro Tayyp Erdogan nas duas principais cidades do país.

À semelhança dos dias anteriores, os manifestantes exigem a demissão do chefe de governo, criticado pela repressão brutal dos manifestantes e acusado de islamizar a república laica.

O número dois do governo deverá reunir-se hoje, pela primeira vez, com representantes dos manifestantes que continuam a ocupar a emblemática praça Taksim.

Em Ancara a noite foi também marcada por protestos que levaram à intervenção da polícia, sem registo de incidentes violentos como os que provocaram mais de 2 mil feridos nos últimos quatro dias.

As circunstâncias da morte de um manifestante, alvejado no domingo, no sul do país, ameaça no entanto voltar a inflamar os protestos, depois da justiça ter anunciado ontem não ter encontrado qualquer bala no cadáver.