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Gás Sarin: as "certezas" de França e as "suspeitas" da ONU

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Gás Sarin: as "certezas" de França e as "suspeitas" da ONU

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A França afirma ter provas da utilização de gás Sarin no conflito sírio. A revelação foi feita ontem, em Paris, na sequência da análise de vários elementos recolhidos no território sírio, entre os quais amostras de sangue e urina submetidas à diplomacia francesa por jornalistas do periódico Le Monde.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, revelou os resultados das análises de laboratório realizadas, quer sobre as provas recolhidas pelos jornalistas, quer sobre as amostras obtidas através de outras fontes no terreno.

“A conclusão do laboratório é clara: trata-se de gás Sarin. Agora sobre quem utilizou este tipo de gás, no caso das provas recolhidas por nós, não temos qualquer dúvida que foi o regime e os seus cúmplices”, afirmou Fabius.

Em paralelo, a comissão de investigação da ONU sobre a Síria afirmava igualmente, ontem, ter razões para “suspeitar” da utilização de armas químicas no conflito em pelo menos quatro ocasiões, entre março e abril.

Ao contrário da investigação francesa, o inquérito da ONU foi realizado no exterior do território sírio, através de vídeos e relatos de testemunhas.

O recurso a este tipo de armamento proibido tinha sido definido por Washington como a “linha vermelha” que poderia justificar uma intervenção no territorio.

A Casa Branca afirmou ontem, no entanto, a necessidade de continuar as investigações, num momento em que Washington, assim como Paris e Londres, querem esperar pelos resultados da segunda nova de negociações entre governo e oposição prevista para este mês.