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UE-China: Agrava-se o diferendo comercial

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UE-China: Agrava-se o diferendo comercial

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O vinho europeu deixa por estes dias um gosto amargo aos chineses e provoca dores de cabeça na Europa.

A China abriu um inquérito às exportações europeias de vinho e ameaça subir as taxas aduaneiras sobre as importações. A França reagiu de imediato. Paris condena o que diz ser uma retaliação e pede uma reunião dos Vinte e Sete.

Na região vitivinícola de Bordéus, a notícia foi acolhida com preocupação, já que a medida seria um duro golpe. O presidente executivo do grupo Bonfils, Xavier-Luc Linglin, recorda: “Não podemos perder ou ver recuar esse mercado, porque é o nosso principal país de exportação a nível regional, em termos de valor, e segundo em volume. Não temos meios de abrandar na China”.

A China tornou-se no quinto consumidor mundial de vinho e a França representava no ano passado 50% das importações. Espanha surgia em quarto lugar com 7%, seguido de Itália com 6%, segundo a Organização Internacional do Vinho e da Vinha.

Segundo Bruxelas, as exportações de vinho para a China ascenderam a 763 milhões de euros em 2012.

O vinho é a arma usada pela China, depois da Comissão Europeia ter decidido impor taxas aduaneiras sobre as importações de painéis solares chineses, devido a suspeitas de “dumping”. A China exporta todos os anos para a União Europeia (UE) mais de 20 mil milhões de euros em painéis solares.

Mas apesar de preocupados, os produtores franceses e italianos de vinho recusam entrar em pânico. Se Pequim cumprir a ameaça vai penalizar também os próprios cidadãos que, cada vez mais, investem em vinhas na Europa.