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Síria: provas sobre armas químicas não pisam a "linha vermelha"

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Síria: provas sobre armas químicas não pisam a "linha vermelha"

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As provas francesas sobre a utilização de armas químicas na Síria não parecem pisar ainda a “linha vermelha” para a comunidade internacional.

Tanto a ONU como os Estados Unidos reagiram com prudência à investigação de Paris, voltando a exigir que Damasco aceite o envio de uma missão de inspetores internacionais ao país.

O presidente François Hollande parece também querer esperar para ver:

“Nós revelámos estes elementos que obrigam agora a comunidade internacional a agir. Como vamos realizar em breve uma nova ronda de negociações, em Genebra, estes elementos deverão permitir aumentar a pressão sobre o regime sírio e os seus aliados”.

As provas concretas de utilização de gás Sarin, em especial por parte do regime de Bashar Al-Assad, vindas de França e também do Reino Unido, contrastam com as “fortes suspeitas” confirmadas ontem por uma comissão de investigação da ONU.

Para um especialista em armas químicas, Hamish de Bretton-Gordon, “tenho a certeza que os laboratórios franceses e britânicos são bastante bons, mas são pouco independentes, e é isso que toda a gente pensa, de forma justa, na minha opinião, que cabe à ONU realizar este tipo de análises”.

Desde há vários meses que Damasco se recusa a receber uma missâo de inspetores da ONU para investigar pelo menos quatro casos de utilização de armamento proibido no território desde maio.