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De regresso à Turquia Erdogan pede "fim imediato" das manifestações

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De regresso à Turquia Erdogan pede "fim imediato" das manifestações

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De regresso à Turquia depois de uma digressão pelo Magrebe, Recep Tayyip Erdogan apelou ao “fim imediato” dos protestos antigovernamentais que agitam o país há uma semana.

Em contraste com a vaga de contestação sem precedentes, o partido AKP no poder mobilizou milhares de apoiantes para receberem efusivamente o primeiro-ministro turco no aeroporto Ataturk de Istambul.

Erdogan disse que as manifestações “perderam o caráter democrático e degeneraram em vandalismo”. O chefe do governo turco apelou ao “respeito pela democracia”, pediu aos cidadãos do país para se distanciarem dos protestos e garantiu que as acusações de uso de força excessiva por parte da polícia antimotim estão a ser investigadas.

Na Tunísia, última etapa da digressão pelo Magrebe, Erdogan tinha repetido que não cederia aos protestos que agitam o país.

O que começou por ser uma manifestação contra um projeto urbanístico junto à praça Taksim de Istambul, transformou-se num movimento inédito de contestação contra a deriva autoritária do primeiro-ministro, que se alastrou por todo o país.

Em Ancara e Istambul, milhares de manifestantes voltaram a sair esta noite à rua para pedir a demissão de Erdogan. Pelo menos nas grandes cidades, a situação parece ter-se acalmado, depois de violentos confrontos entre forças da ordem e contestatários que, nos dias precedentes, fizeram três mortos e mais de quatro mil feridos.