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Erdogan diz-se recetivo a "exigências democráticas" sem violência

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Erdogan diz-se recetivo a "exigências democráticas" sem violência

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Após a chegada a Istambul, e a intransigência que manifestou, Recep Tayyip Erdogan mediu argumentos com a Europa. Numa conferência sobre as relações com o bloco europeu, o primeiro-ministro turco afirmou-se recetivo a “exigências democráticas”, nas seguintes condições: “somos contra a violência, o terrorismo, o vandalismo e as ações que ameaçam a liberdade de uns para proteger a liberdade de outros. Estamos dispostos a receber os que defendem valores democráticos.”

Perante as palavras do comissário europeu responsável pelo alargamento, Stefan Fuele, que salientou que é preciso “investigar o uso excessivo de força” por parte da polícia, Erdogan contrapôs que, na Europa, protestos idênticos seriam geridos de forma ainda mais vigorosa.

Nas ruas de Istambul, há quem saliente o seguinte: “o nosso primeiro-ministro é um ser humano, não é um profeta. É claro que também comete erros, todos nós cometemos. Sim, ele tem sido duro. Mas vai acabar por sair disto com mais força, temos é de o deixar em paz.” E há quem diga: “está tudo errado, um primeiro-ministro não pode agir assim. Ele tem de se moderar, porque as coisas estão a piorar.”

Três mortos, entre os quais um polícia, e uma estimativa de cerca de 4 mil feridos, são o pesado balanço que o governo turco enfrenta.