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Estados Unidos: ordem judicial põe em causa privacidade

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Estados Unidos: ordem judicial põe em causa privacidade

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O governo dos Estados Unidos foi autorizado a recolher registos telefónicos de milhões de clientes da empresa de telecomunicações Verizon. Uma permissão por três meses mas renovável.

A administração Obama defende-se dizendo que a medida serve para proteger e salvaguardar os americanos mas a legalidade desta ordem judicial está a ser questionada.

“Esta ordem é direcionada para clientes norte-americanos da Verizon envolvidos em comunicações telefónicas com outras pessoas nos Estados Unidos. Não há nenhuma referência a uma investigação internacional, não há qualquer referência a governos estrangeiros. É um mandado generalizado e eu acho que isso é ilegal “, afirma Marc Rotenberg, Presidente do Electronic Privacy Information Centre.

Para os americanos a questão é sensível. Para uns é inaceitável mas, para outros, os meios justificam os fins.

“Eles estão a recolher metadados o que significa que, provavelmente, sabem onde eu estou o tempo todo e isso incomoda-me. Acho que estão a pôr em causa os meus direitos de privacidade, fazendo isso”, desabafa Erin Young, cliente da Verizon.

Já para Greg Debski, também cliente da empresa a situação é diferente:

“Se isso impede que me façam explodir, então estou com o governo, eles estão a fazer o que, razoavelmente, devem fazer.”

Também os gigantes da internet, segundo o Washington Post, podem estar a revelar dados sobre os seus utilizadores, neste caso sem autorização judicial, à Agência Nacional de Segurança americana e ao FBI. Google, Apple, Yahoo e Facebook negam esta informação.