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Erdogan: "A paciência tem limites"

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Erdogan: "A paciência tem limites"

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“A paciência tem limites”, o aviso é do primeiro-ministro turco, Recep Tahyyip Erdogan, aos manifestantes que têm protestado e enfrentado as autoridades nas ruas da Turquia já há duas semanas. Esta manhã a polícia lançaram uma operação para desalojar manifestantes em Ancara. Em Istambul, os contestatários estão de pedra e cal no parque Gezi, o epicentro e a origem dos protestos que se alastraram a todo o país.

Enquanto isso, o primeiro-ministro desdobra-se em comícios. No domingo realizou seis para os apoiantes do governo e do partido de inspiração islâmica AKP. Muitas pessoas veem nas políticas de Erdogan uma ameaça à Turquia secular, O primeiro-ministro acusa os manifestantes de profanarem mesquitas e atacarem mulheres com o véu.

Erdogan minimiza a contestação e sublinha a legitimidade eleitoral para contrariar a indignação popular em mais de 70 cidades, inédita numa década no país.

“Nós apenas podemos ser questionados pelo povo turco e não por grupos marginais. E eles apenas nos podem questionar nas urnas”, declarou Erdogan.

No total já morreram 3 pessoas e mais de 5 mil ficaram feridas, além de se terem registado inúmeras detenções, em especial utilizadores de redes sociais na internet.

A cumprir um mandato com maioria absoluta pela terceira vez consecutiva, Erdogan acusa também forças exteriores de fomentarem tumultos e crítica homens de negócios, que diz estarem a lucrar à custa do suor do povo.

Mais, Erdogan qualifica de hipócritas os dirigentes europeus que expressaram preocupação pela situação no país, em particular, em relação a problemas ligados à liberdade de expressão de jornalistas e dos média.