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Erdogan contra-ataca

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Erdogan contra-ataca

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Erdogan passou ao contra-ataque. Na resposta aos milhares de manifestantes que exigem a demissão do governo, o primeiro-ministro turco avisou que a “paciência tem limites”, denunciou a existência de uma conspiração “organizada dentro e fora” do país e convocou os seus fiéis para contra manifestações no próximo fim de semana.

No aeroporto onde Recep Tayyip Erdogan aterrou após uma viagem ao norte de África, houve quem esperasse mais de três horas para escutar o primeiro-ministro, que voltou a chamar “saqueadores” e “extremistas” aos que contestam o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP).

Pelo 10.º dia consecutivo, milhares de turcos saíram à rua nas principais cidades do país para dizer que “o primeiro-ministro tem de entender que as pessoas ficam furiosas quando ele diz que os manifestantes são saqueadores e bêbados. Os discursos agressivos só vão trazer mais pessoas para a rua em protesto”, explicou um popular.

Ancara e Istambul voltaram, este domingo, a ser palco de manifestações que terminaram em escaramuças. A polícia utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os manifestantes e procedeu a várias detenções. Desde o início da contestação, a 31 de maio, pelo menos três pessoas morreram e cerca de 5000 ficaram feridas em confrontos na Turquia.