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Monografias de Pissarro pela primeira vez em Espanha

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Monografias de Pissarro pela primeira vez em Espanha

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O museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, apresenta a primeira exposição monográfica em Espanha do pintor impressionista Camille Pissarro, que morreu, faz a 13 de novembro, 110 anos. A mostra junta 79 trabalhos provenientes de vários outros museus e de algumas coleções espalhadas pelo Mundo. Entre os artefactos, está uma famosa paleta usada por Pissarro para pintar uma cena rural usando todas as cores do arco-íris.

O curador desta exposição salienta que, “num movimento tão egoísta quanto o impressionismo, onde Monet, Renoir e quase todos os pintores não estavam interessados em formar discípulos, Pissarro foi o único que se mostrou generoso para os jovens artistas”. “Ajudou Cézanne a entender o que era o impressionismo. Ensinou Gauguin e ajudou-o a tornar-se um pintor profissional. E é provável que tenha aconselhado Van Gogh por volta de 1880”, afirma Guillermo Solana, acrescentando ainda que o pinto francês “também ajudou neoimpressionistas, como Seurat e Seignac”. “E até Matisse”, reforçou.

As paisagens são o foco desta exposição de Camille Pissarro. As obras estão organizadas de forma cronológica em função dos locais onde o pintor trabalhou. Embora tenha passado a maior parte da vida em pequenas povoações francesas como Louveciennes, Pontoise ou Éragny, as duas últimas salas da exposição são dedicadas a motivos urbanos pintados na última década de vida, que levou o pintor até ao século XX. Entre estas monografias, encontramos vistas de Paris e Londres ou de Rouen, Dieppe e Le Havre.

Guilllermo Solana lembra que, “na maior parte da sua vida, Pissarro foi um pintor rural, em especial de paisagens campestres de França”. “Sempre viveu em povoações próximas do Rio Sena, mas, por volta dos 60 anos, dá ideia de que se cansou da província. Além disso, Pissarro já estava doente, com uma infeção nos olhos, o que o impedia de pintar a céu aberto. Foi aí que ele começou a pintar cidades”, explica o curador da exposição espanhola.

Solana conta-nos que “Pissarro seguia sempre a mesma rotina”: “Encontrava um hotel com boas vistas; escolhia o quarto e instalava o atelier. Num espaço de três meses, Pissarro pintava uma série de 13, 14, 15 ou mesmo 20 quadros.”

Esta exposição da obra monográfica de Camille Pissarro está em exibição em Madrid até 15 de setembro. Depois segue para Barcelona, onde fica até 15 de outubro, na galeria de arte CaixaForum. Para muitos, esta mostra é uma viagem pela parte da história da arte que nos trouxe até à pintura moderna.

Mais informação: www.museothyssen.org