Última hora

Última hora

"Troika" regressa a Atenas em plena polémica

Em leitura:

"Troika" regressa a Atenas em plena polémica

Tamanho do texto Aa Aa

A “troika” voltou à Grécia, dias depois do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter criado polémica ao reconhecer erros aquando do primeiro resgate.

O ministro grego das Finanças, Yannis Stournaras, recebeu os responsáveis da União Europeia, BCE e FMI, para uma nova avaliação. Na mesa está, por exemplo, o despedimento de quatro mil funcionários públicos e a queda das receitas públicas.

A decisão da “troika” é indispensável para desbloquear mais de três mil milhões de euros de ajuda, mas, nas ruas, a contestação é forte. Um desempregado é categórico: “Estão a gozar connosco, estão a rir na nossa cara. Já previa isto desde o primeiro resgate. Eles vão destruir a nossa economia, a sociedade e o país. Eles, que têm tantos estudos, deviam saber isso”.

O país registou nos primeiros cinco meses um défice primário de 0,5%. Mas as receitas ficaram mais de meio milhão de euros aquém do previsto e a dívida continua a ser enorme. Apesar de tudo, Atenas pediu para baixar o IVA de 23% para 13% para a restauração e hotelaria, para ajudar a economia em forte recessão.

Nos últimos dias, os membros da “troika” têm multiplicado as declarações, após o relatório do FMI sobre a Grécia. Se alguns responsáveis europeus, acusam o FMI “de lavar as mãos e atirar a água para a UE”, os dirigentes da instituição financeira internacional acusam os europeus de terem perdido tempo com a Grécia em 2010.

Mas, de acordo, com a imprensa alemã, no fundo o problema é outro. O FMI tenta pressionar a zona euro a aceitar uma nova reestruturação da dívida grega este ano. E desta vez, seriam os contribuintes europeus a registar perdas.