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Desligar a ERT deixou o governo grego às escuras?

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Desligar a ERT deixou o governo grego às escuras?

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Foi em frente às instalações da ERT, em Atenas, que se concentraram os protestos em dia de greve geral na Grécia, convocada pelas principais plataformas sindicais. Muitos dos quase 3 mil funcionários continuam a ocupar o edifício da radiotelevisão nacional, sendo que prosseguem uma parte das emissões que estão a ser transmitidas pela União Europeia de Rádiodifusão, através da internet.

O correspondente da euronews, Stamatis Giannisis, realça que “a decisão do governo de desligar a estação pública não constitui apenas um teste à força de vontade dos trabalhadores, que mantêm as emissões. É também um teste à solidez da própria coligação governamental. O encerramento da ERT parece ter abalado seriamente a confiança entre os partidos no poder.”

O Pasok e a Esquerda Democrática, que integram o executivo, exigem ao primeiro-ministro, Antonis Samaras, uma reunião de emergência.

Pela primeira vez em muitos anos, a esquerda grega, excluindo os partidos na coligação, uniu-se por uma causa. Alexis Tsipras, líder do Syriza, declara que “o sinal de uma televisão pública só cai quando um país soberano é conquistado por forças estrangeiras ou quando uma ditadura derruba uma democracia.”

Entretanto, o movimento Anonymous ameaça bloquear todos os sites do governo grego a partir deste sábado.