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Eslovénia: um "modelo" que falhou

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Eslovénia: um "modelo" que falhou

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A Eslovénia está sob o choque. O ex-presidente Janez Jansa foi condenado a dois anos de prisão efetiva por corrupção. O escândalo de Jansa não é um caso isolado: a corrupção ao mais alto nível alimenta a ira da população contra a “elite” política e afeta a confiança nos valores democráticos.

O mau funcionamento no processo de decisão política agravou a crise económica que afeta o país.

O défice público está fora de controlo, os setores bancário e imobiliário estão em queda livre e as agências de notação estão cada vez mais nervosas face à Eslovénia.

Um grande problema da Eslovénia é a interligação excessiva entre política e economia.

A Comissão Europeia pediu à Eslovénia para acelerar a privatização e estabelecer, até Setembro, um calendário para a venda das participações estatais nos bancos.

Governos anteriores recusaram privatizar os três principais bancos do Estado, responsáveis por empréstimos desastrosos a homens de negócios com ligações políticas. Os maus empréstimos totalizaram sete mil milhões de euros, uma grande parte dos quais foram para empresas de construção que faliram com a rutura do setor imobiliário.

A Eslovénia parecia um modelo para os Balcãs, mas os políticos desperdiçaram a hipótese de reformar o Estado, o mercado laboral e o setor bancário. Face ao ultimato de dois anos da União Europeia para que o país reorganize as finanças públicas, há uma grande urgência.

Para ouvir a entrevista completa (em inglês) com um dos líderes do movimento dos direitos cívicos na Eslovénia, Sanjin Jasar, use este “link”:
Bonus interview: Sanjin Jasar