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G8 vai abordar evasão fiscal; opinião pública pressiona

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G8 vai abordar evasão fiscal; opinião pública pressiona

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As manifestações contra o G8, em Londres, já redobraram os esforços, desde quinta-feira, para exigir transparência e ação dos países mais industrializados.
Uma das ativistas acusa o Grupo de opacidade, o que tem de mudar:

“Podem reunir-se todas as vezes que quiserem, não me importo, mas têm de ser transparentes, porque tomam decisões que afetam a vida de todos.”

O anfitrião da cimeira de segunda e terça-feira, o primeiro-ministro britânico David Cameron, nas imagens com o homólogo canadiano, Stephen Harper, incluiu a evasão fiscal na ordem do dia. A série de escândalos e de revelações sobre esta questão, nos últimos meses levou a opinião pública a pressionar mais os dirigentes políticos.

Segundo a Rede de Justiça Fiscal, a evasão global custa 2,3 mil milhões de euros por ano por Estado. Aos paraísos fiscais vão parar 24 biliões de euros (24 000000000000)

Só na União Europeia, a evasão fiscal representa anualmente um bilião de euros. Uma situação intolerável para os contribuintes que sofrem as políticas de austeridade.

Quando esteve na cimeira europeia de Bruxelas, a dia 22 de maio, David Cameron comprometeu-se, a levar o assunto ao G8:

David Cameron:

“Temos de nos assegurar de que as empresas pagam os impostos estabelecidos, e para isso é necessária cooperação internacional e intercâmbio de informação fiscal. Esta será a minha prioridade da próxima cimeira do G8… é importante que também seja a prioridade da UE.”

Os líderes políticos enfrentam as chamadas estratégias de otimização fiscal das multinacionais, que pagam somas ridículas em impostos nos mesmos países onde obtêm enormes lucros.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também mostrou seguir na mesma direção:

“Trabalharemos para garantir que as empresas vão pagar mais onde estão implantadas, mas para conseguir isto, temos todos de lutar contra os paraísos fiscais.”

Gigantes mundiais como Starbucks, Apple, Google ou Amazon foram visados nos últimos meses por terem reduzido consideravelmente, e não necessariamente com violação da lei, os impostos que pagam na Europa e nos Estados Unidos.