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Síria: "linha vermelha" divide Moscovo e Washington

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Síria: "linha vermelha" divide Moscovo e Washington

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Os Estados Unidos preparam uma nova estratégia de intervenção na Síria depois de reconhecerem que Damasco recorreu ao arsenal de armas químicas.

A Casa Branca admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de fornecer armas aos rebeldes, mas exclui, para já, a criação de uma zona de exclusão aérea, como avançava hoje a imprensa norte-americana.

Uma medida considerada demasiado dispendiosa quando, ao contrário da Líbia, os rebeldes sírios não controlam grandes áreas do território e o regime possui um sistema de defesa anti-míssil de fabrico russo.

Moscovo, por seu lado, continua a afirmar que armar os rebeldes “poderia agravar a situação no território”.

Para o responsável da comissão de Assuntos Internacionais do parlamento russo, Alexei Pushov, “é difícil acreditar nas informações norte-americanas sobre a utilização de armas químicas depois do que se passou no Iraque. E porque é que Assad utilizaria gás sarin em pequena escala, como dizem os americanos, não tem qualquer lógica, do ponto de vista militar”.

Barack Obama deverá discutir o tema com Vladimir Putin na próxima segunda-feira, quando Moscovo garante que não irá acelerar a entrega de baterias anti-míssil S-300 a Damasco.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, “fornecer armas a qualquer dos campos não vai resolver a situação. A solução tem que ser política e não militar”.

Tanto a ONU como a NATO voltaram a defender hoje o envio de uma missão de investigação ao território para apurar as circunstâncias da utilização de armas químicas. Mas Damasco, que beneficia do apoio diplomático e militar russo, continua a recusar acolher os inspetores internacionais.

O secretário de estado norte-americano John Kerry inciou esta sexta-feira uma ronda de contatos telefónicos com vários homólogos internacionais para preparar o que considera ser “uma nova estratégia para a Síria”, sem fornecer no entanto detalhes sobre a proposta que deverá ser discutida, à margem do G8, na segunda-feira, entre Obama e Putin.