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Polémica ofusca lançamento das negociações comerciais EUA-UE

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Polémica ofusca lançamento das negociações comerciais EUA-UE

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Foi no meio de polémica que a União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) lançaram oficialmente as negociações para o maior Acordo de Livre Comércio do Mundo. A primeira ronda terá lugar em julho, em Washington. O anúncio foi feito à margem do G8, na Irlanda do Norte.

Estima-se que o acordo possa impulsionar em 100 mil milhões de dólares por ano cada uma das economias e crie milhares de empregos.

Para o presidente da Comissão Europeia “integrar as duas mais desenvolvidas, mais sofisticadas e maiores economias nunca será uma tarefa fácil”. Mas José Manuel Barroso garante “que conseguirão encontrar respostas para problemas legítimos e soluções para questões difíceis. Vamos manter-nos focados e vamos conseguir”.

Mas o evento fica ofuscado pela polémica. Numa entrevista ao International Herald Tribune, Durão Barroso considera “reacionária” a vontade de alguns ditos de esquerda de excluir a cultura das negociações comerciais.

Barroso tentou minimizar mas, em França, as palavras tiveram o efeito de uma bomba.

Um dirigente socialista exige que Barroso retire o que disse ou se demita. O presidente François Hollande não quis alimentar a polémica e disse apenas que não quer acreditar que Barroso proferiu tais palavras.

Mas a ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, e vários artistas denunciam o que consideram “declarações inaceitáveis”.

Paris conseguiu, na semana passada, que os ministros europeus do Comércio excluíssem o cinema, a televisão, a internet e os conteúdos numéricos das negociações, pelo menos numa primeira fase, em nome da exceção cultural.