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FIFA e Governo brasileiro unidos contra protestos na Taça das Confederações

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FIFA e Governo brasileiro unidos contra protestos na Taça das Confederações

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Os primeiros dias de competição na Taça das Confederações têm sido marcados, em especial junto aos estádios onde decorrem os jogos, por protestos populares contra os alegados gastos excessivos de dinheiros públicos na organização de grandes competições internacionais. Nos cartazes dos manifestantes, além da citada prova em curso está também o Mundial de futebol do próximo ano e ainda os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Cingindo-se às competições da bola no pé, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) uniu-se ao Governo brasileiro na tentativa de conter os protestos.

À margem de um seminário sobre desporto, promovido pelo jornal britânico Financial Times no Rio de Janeiro e no qual também participou o presidente da FIFA Joseph Blatter, o ministro brasileiro do Desporto garantiu mão firme, para já, pela continuidade sem problemas da Taça das Confederações e daqui por um do Mundial.

“Quem pensar que pode parar a realização desses eventos, enfrentará a determinação do Governo em impedir que isso aconteça. Os eventos serão realizados, os jogos vão acontecer e nós não vamos tolerar que nenhum tipo de movimento tente impedir a realização desses eventos”, avisou Aldo Rebelo.

O ministro disse ainda que estes protestos podem vir a ter, coincidentemente, um eco positivo na imagem do Brasil, na medida em que servem de exemplo para a democracia brasileira e à liberdade de expressão no país.

Joseph Blatter, por sua vez, limitou-se a minimizar as manifestações à porta dos estádios. “Podem acontecer coisas destas aqui, como também acontecem na Turquia”, disse o presidente da FIFA, numa alusão ao que se tem passado em Istambul e Ancara.

Os protestos populares no Brasil contra os alegados gastos excessivos de dinheiros públicos na organização de competições internacionais não são novos, mas intensificaram-se a partir do último sábado, dia em que arrancou em Brasília a Taça das Confederações. À porta do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde o Brasil venceu (3-0) o Japão, antes e durante o jogo centenas de ativistas exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem contra as políticas do Governo face a estas competições.

No dia seguinte, junto ao Maracanã, no Rio de Janeiro, onde a Itália bateu o México (2-1), houve novo protesto e desta vez com reclamações dirigidas igualmente ao aumento dos preços nos transportes públicos da “cidade maravilhosa” com o aproximar da Taça das Confederações. Em ambas as ocasiões, a polícia interveio, recorreu a gás lacrimogéneo e até a balas de borracha. As imagens dos confrontos revelam a existência de alguns feridos, embora não seja conhecido o número de pessoas que necessitaram de assistência, tanto em Brasília como no Rio de Janeiro.