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Holanda: Seis anos de prisão pela morte de um árbitro assistente

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Holanda: Seis anos de prisão pela morte de um árbitro assistente

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Foi conhecida esta segunda-feira a sentença no caso do assassinato involuntário de um árbitro assistente, em dezembro, na sequência de um jogo de futebol de juvenis, na Holanda. O arguido mais velho, o único adulto, apanhou 6 anos de prisão efetiva, enquanto os mais jovens foram sentenciados com penas de um mês a dois anos numa prisão para menores.

Com os filhos da vítima na assistência, a juíza do tribunal de Lelystad, no centro da Holanda, condenou de forma severa os 6 adolescentes e o pai de um deles, tidos como autores das agressões que viriam a provocar a morte de Richard Nieuwenhuizen, o árbitro assistente de 41 anos.

O caso aconteceu a 2 de dezembro passado, em Almere, a cerca de 40 quilómetros de Amesterdão. Tudo se precipitou por causa de uma decisão que não agradou a uma das equipas do assistente, que se tinha voluntariado para ajudar a arbitrar o jogo. No final da partida, os 6 adolescentes, com idades entre os 15 e os 17 anos, e o pai de um deles, de 51, encurralaram Richard Nieuwenhuizen e agrediram-no. A vítima, embora combalida depois da agressão, ainda deixou o local e voltou um pouco mais tarde, vindo a desfalecer e, transportado para o hospital, viria a morrer no mesmo dia.

A polícia deteve, na altura vários suspeitos, mas apenas oito acabaram acusados. “Os sete arguidos são culpados de ter batido na cabeça e na parte de cima do corpo do árbitro auxiliar”, afirmou esta segunda-feira a juíza Anja van Holten, durante a leitura da sentença.

O arguido mais velho, identificado como El-Hasan e pai de um dos agressores adolescentes, apanhou 6 anos de prisão efetiva. Cinco dos arguidos adolescentes foram sentenciados com dois anos de detenção numa prisão de menores e um sexto apanhou apenas um ano. Um sexto arguido adolescente, de 15 anos, apanhou apenas 30 dias de prisão. Todos se tinham alegado inocentes e os advogados de defesa tentaram defender que a vítima sofria de uma condição de saúde que teria contribuído para a morte. Mas a investigação forense policial concluiu que a morte se deveu exclusivamente às agressões.

O tribunal concluiu que os arguidos atuaram em conjunto na agressão e sentenciou-os com a pena máxima prevista. O caso chocou, na altura, a Holanda e logo a 9 de dezembro mais de 12 mil pessoas realizaram uma marcha silenciosa ao local do crime, em Almere, e depositaram uma coroa de flores no sítio onde o árbitro assistente foi agredido. Richard Nieuwenhuizen tinha um filho, que terá alinhado no polémico jogo a que se seguiu a fatal agressão.