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Julgamento de Ribery e Benzema adiado para janeiro

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Julgamento de Ribery e Benzema adiado para janeiro

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O julgamento Franck Ribéry e Karim Benzema, futebolistas que alinham, respetivamente, no Bayern de Munique e no Real Madrid, arrancou esta terça-feira em Paris, França, mas de pronto foi adiado e apenas será retomado a 20 de janeiro do próximo ano.

Os dois internacionais franceses são acusados de terem pago por sexo a uma alegada prostituta menor, de nome Zahia, que lhes terá omitido a idade. O caso aconteceu em 2008 e ter-se-á repetido em 2009, com alguns dos acontecimentos a decorrerem num hotel de Munique. Ribery, de 30 anos, e Benzema, de 25, terão mantido um relacionamento sexual com a rapariga em causa quando esta tinha apenas 16 anos.

A lei francesa permite a existência de relações sexuais com menores acima dos 15 anos desde que consentidas e também não penaliza o pagamento por serviços sexuais de prostituição. É, no entanto, proibido por lei o pagamento por sexo a menores de 18 anos. E é aqui que os dois futebolistas incorrem numa pena que pode ir até aos 3 anos de prisão e a multas até 45 mil euros.

O advogado de Frank Ribéry não omitiu, esta terça-feira, a existência do contato sexual entre o jogador do Bayern de Munique e Zahia, mas alegou que o internacional gaulês desconhecia a idade da rapariga e, por isso, considera que a acusação não será constitucional.

“Toda a vida do Ribéry foi devassada durante a investigação. Esperamos que o tribunal reconheça a inconstitucionalidade das acusações que lhe são dirigidas, tal como estamos a apelar. Esperamos isso ou que ele seja mesmo absolvido”, desejou Carlo-Alberto Brusa, o advogado de defesa da estrela do Bayern Munique, alertando, por outro lado, que no caso da absolvição esta poderá revelar-se “outro problema” para Ribéry ao “colocar em perigo a vida pessoal e familiar” do jogador.

O tribunal de Paris decidiu adiar o julgamento e remeteu o processo parta uma instância superior da justiça francesa para que seja apreciada a constitucionalidade da acusação.

Zahia, por seu lado, tem lucrado, e muito, com o caso. Para além de ter alegadamente recebido mais de mil euros dos dois jogadores quando lhes prestou os referidos serviços sexuais, a jovem, agora com 23 anos, tornou-se uma celebridade em França e já lançou, inclusive, uma linha de lingerie em nome próprio.

O julgamento de Frank Ribery e Karim Benzema foi adiado pelo tribunal de Paris e remetido para uma instânca judicial superior.

Os dois futebolistas estão acusados de terem recorrido em dois mil e nove aos serviços de uma prostituta menor , acusados de tere

O advogado de Frank Ribéry, atacante do Bayern de Munique, pede que a audiência seja a portas fechadas para evitar um constrangimento ainda maior ao jogador. Ribéry não vai comparecer ao tribunal. Ele é acusado de manter relações sexuais com a garota de programa Zahia em 2009 durante orgias em um hotel de Munique. Durante as investigações ele negou que soubesse que a garota era menor de idade e ter pago 700 euros pelo programa.

Já Benzema, do Real Madri, será julgado pelas encontros com Zahia em um hotel parisiense em 2008. Os nomes dos jogadores apareceram durante uma investigação da polícia francesa sobre uma rede de prostituição A jovem Zahia, que tinha 16 anos na época, afirmou à justiça ter mentido sobre sua idade aos jogadores, mas garantiu ter recebido pelos programas.

A promotoria pediu que as acusações fossem retirados porque os jogadores não sabiam da verdadeira idade da jovem. O juiz do caso decidiu que eles devem ser julgados por um tribunal por não acreditar na versão de que eles desconheciam que Zahia era menor de idade.

Se condenados, Ribéry e Benzema podem pegar até 3 anos de prisão e pagar multas de 45 mil euros.

Paris, 18 jun (Lusa) – O processo judicial movido contra os futebolistas franceses Franck Ribéry e Karim Benzema, acusados de terem comprado os serviços de uma prostituta menor, foi hoje adiado pelo tribunal correcional de Paris e remetido para uma instância superior (Cour de Cassation).

Em causa está um recurso apresentado pelo advogado de Franck Ribéry, sobre a constitucionalidade da lei que sanciona o recurso aos serviços de uma prostituta menor, que o tribunal correcional de Paris validou e que terá, agora, de ser apreciado pela instância superior francesa.

Numa sessão que decorreu sem a presença dos acusados, o juiz de instrução Carlo Alberto Brusa reconheceu que o texto da lei é impreciso e decidiu remetê-lo para a instância superior (Cour de Cassation), que vai examinar o pedido antes de o enviar ao Conselho Constitucional, órgão que terá de se pronunciar num prazo máximo de seis meses.