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Portugal: professores chumbam austeridade no primeiro dia de exames nacionais

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Portugal: professores chumbam austeridade no primeiro dia de exames nacionais

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O governo português minimiza o impacto da greve dos professores desta segunda-feira, no primeiro dia de exames nacionais.

Os sindicatos falam de uma adesão de mais de 90%, enquanto o ministro da Educação, sem avançar números sobre a participação, refere que 70% dos alunos puderam realizar a prova.

O governo foi obrigado, no entanto a marcar um novo exame para dia 2 de julho para os cerca de 20 mil alunos que ficaram à porta.

“Estamos bastante ansiosos pois não sabemos quando é que vamos poder fazer os exames. Este país tem que andar para a frente, mas esta greve é convocada para o mesmo dia dos exames nacionais”, afirma uma aluna, revoltada com a situação.

“Eu estou de acordo com esta greve. Mesmo que o ministro diga que a greve afeta os estudantes, penso que as regras impostas aos professores também afetam os alunos, durante o ano inteiro”, sublinha outra estudante.

A paralisação ocorre depois das manifestações de professores no sábado, contra as medidas de austeridade do governo, e antes de uma greve geral convocada para o próximo dia 27.

Na base dos protestos está a decisão do executivo de aumentar o tempo de trabalho na função pública (de 35 para 40 horas), assim como a redução de 30 mil funcionários, de forma a cumprir o acordo com a Troika para cortar mais de 4.700 euros na despesa do estado.

A greve foi marcada pelos protestos de alunos e pais, em especial em Braga, no norte do país, onde a polícia foi mesmo chamada a intervir.

Os sindicatos de professores denunciavam hoje várias “irregularidades e arbitrariedades” nos exames.

O partido Comunista responsabilizou o governo pelo alunos que não realizaram a prova, enquanto o Bloco de Esquerda falava de “um chumbo do ministro da Educação”, pedindo a Nuno Crato que se demita.