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O papel dos sapatos nos protestos turcos

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O papel dos sapatos nos protestos turcos

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Reza a tradição turca que quando alguém morre, um par de sapatos é deixado à porta de casa, na esperança de um regresso. Esse ritual inspirou uma nova forma de protesto num país que está mobilizado. Não muito longe do Parque Gezi, em Istambul, junto à Torre de Galata, estes sapatos percorrem agora o caminho da contestação.

O estilista Barbaros Sansal evoca a memória das últimas três semanas “os mortos, os feridos, os detidos, os que foram sujeitos a interrogatório… Os designers e os estilistas, juntamente com a população, decidiram vir até aqui e deixar os sapatos com mensagens lá dentro.”

Na Praça Taksim, os protestos continuam, mas em silêncio, em pé, nas pegadas de um homem, Erdem Gunduz, que começou a fazer vigílias de oito horas.